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08/09/2016

Ampliação de fábrica de cápsulas em MG já está no radar da Nestlé

O cafeicultor Flávio Ruiz Pequini está contente como quem ganhou medalha de ouro na Olimpíada. É ele mesmo quem diz. Não ganhou ouro, mas o café que produz no município de Coromandel, na região do Alto Paranaíba ­ que está no Cerrado Mineiro ­ foi escolhido o melhor no concurso Colheita Premiada, da Nestlé, e foi destinado a uma edição limitada das cápsulas Nescafé Dolce Gusto, que acaba de chegar ao mercado.

 

\"É como um atleta na Olimpíada, que se esforçou para ser reconhecido\", afirmou o produtor, em evento de lançamento do produto, sobre a sensação de ter o seu café, da cultivar Catuaí, comercializado numa edição limitada de Nescafé Dolce Gusto.

 

Pequini, natural de Mogi­Mirim e que produz arábica em 150 hectares no Cerrado Mineiro desde 1986, foi o vencedor do concurso criado no ano passado pela Nestlé para escolher o melhor café da safra 2015/16 entre 22 regiões produtoras do Brasil.

 

Além de receber um prêmio em dinheiro, Pequini vendeu à Nestlé 1.100 sacas de seu café Catuaí do Cerrado, matériaprima com a qual a empresa suíça está produzindo a edição limitada das cápsulas em sua fábrica da linha Nescafé Dolce Gusto de Montes Claros (MG), inaugurada no fim de 2015.

 

O produto, que tem quatro certificações ­ Certifica Minas, Rainforest Alliance, 4C e Starbucks ­ foi comercializado, por meio da Expocaccer (Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado) ­ com um prêmio de cerca de US$ 100 por saca em relação ao valor do mercado, de acordo com Érica Ruiz, filha do produtor e seu braço direito no negócio.

 

Num primeiro momento, as cápsulas da edição especial Catuaí do Cerrado da Dolce Gusto serão comercializadas no mercado brasileiro, mas a partir do próximo ano serão vendidas em 30 países, de acordo com Pedro Feliu, diretor de Nescafé Dolce Gusto e Cafés na Nestlé Brasil.

 

Segundo ele, o plano da empresa é lançar todo o ano edições limitadas de cafés premiados brasileiros, numa estratégia para divulgar a bebida nacional.

 

Além dos prêmios, a Nestlé também vem trabalhando no desenvolvimento de novos blends para as cápsulas de café, categoria que cresce a \"dois dígitos\" por ano no país, disse o executivo.

 

Prova disso é que a unidade de cápsulas Dolce Gusto da Nestlé, inaugurada há menos de um ano e que teve investimentos de R$ 220 milhões, já trabalha a plena capacidade, de acordo com Feliu. E a ampliação das linhas de produção entrou no radar da companhia. \"Se a categoria cresce, [a empresa] vai ter de investir em novas linhas\", disse. Feliu acrescentou que ainda não é possível dizer \"quando será e qual o tamanho da ampliação\", mas reforçou que \"a visão é de que a fábrica tem de ser maior\".

 

Para se ter uma ideia do avanço desse mercado, em 2015 a categoria cresceu cerca de 50% no Brasil, segundo o diretor. \"Dolce Gusto cresce mais que isso e impulsiona a categoria\", afirmou.

 

Até a inauguração da fábrica de Montes Claros, os produtos Nescafé Dolce Gusto comercializados no Brasil eram importados já encapsulados de unidades da marca na Inglaterra, Espanha e Alemanha. Desde a inauguração, a maior parte das cápsulas comercializadas no Brasil é produzida localmente. E todas as cápsulas feitas por aqui têm 100% de cafés brasileiros. O portfólio Nescafé Dolce Gusto tem 22 bebidas, entre as quais 10 variedades de café expresso. 

(Fonte: Jornal Valor Econômico, 08/09/2016. Foto: Silvia Zamboni/Valor)